domingo, 20 de junho de 2010

Relações...

Hoje, estive a ver uma comédia romantica, que exactamente como qualquer boa comédia romântica, termina com os actores principais felizes, para sempre, num mundo utópico, onde obviamente a mentira que os juntou, está para sempre e irremediavelmente esquecida. Então, e ao estilo SJP (por acaso actriz neste filme) no "sexo e a cidade", uma questão se insurgiu na minha mente: será que uma relação começada numa mentira poderá ter qualquer tipo de futuro?

Diz o ditado que o que começa torto, tarde ou (mais provavelmente) nunca se indireita. Se vamos dar inicio a uma relação fresquinha baseada numa mentira, e mesmo que essa mentira venha a ser descoberta e perdoada, a falta de confiança vai sempre lá ficar. E com ela veem:

- a desconfiança: como podemos saber se daquela mentira para a frente tudo o que o outro disser não vai ser mais uma fabricação dele;

- ressentimento: sentir-se enganado, resulta em mágoa e raiva;

- desrespeito: o membro enganado, inconscientemente ou não, quer vingança e o ambiente pode-se tornar hostil;

- sentimento de fracasso: a pessoa enganada fica sempre com a ideia de que se ela tivesse feito algo de diferente talvez toda aquela situação não tivesse acontecido e começa a culpabilizar-se;

- ruptura: os sentimentos, por mais fortes que sejam, não resistem e tudo termina.

E há que ter em atenção, que quando falo de mentiras aqui, não é para ser entendida somente como uma traição, mas também, uma noite que se queira passar com os amigos em vez de celebrar o aniversário de namoro e para não magoar, inventar um trabalho extra no emprego e até uma refeição que não estava tão a gosto, e mentir com a maior lata do mundo dizendo que foi o melhor prato que comeu na sua vida. Sim, porque quem mente em pequenas coisas, rapidamente passa para as maiores.

Assim e segundo o meu ponto de vista, estas relação idílicas, dos filmes cor de rosa, onde o amor supera tudo, até um mau começo, não passam de isso mesmo relações idílicas e ilusões. Porque, a meu ver: prefiro a mais amarga das realidades, à mais doce das mentiras.

Sem comentários:

Enviar um comentário